Privacidade no app do aluno
O que o aplicativo do Vestigo recolhe do seu telemóvel, o que fica guardado nele, com quem é partilhado e como apagar tudo — escrito para o aluno, e não para a agência. Cada item foi lido no código do app, e não copiado de um modelo.
Vigente desde 2026-09-16 · https://vestigo.ia.br/privacidade-do-app
1De quem é este app, e de quem são os seus dados
Em uma frase: o app é a porta de entrada da escola onde você estudou. Quem decide o que acontece com os seus dados é ela; nós operamos a ferramenta.
O Vestigo é a plataforma em que escolas e produtores hospedam as suas áreas de membros. Quando você entra no app, entra na área de uma escola que o matriculou — e é essa escola que decide quais cursos você vê, por quanto tempo, e o que faz com o seu contacto. Na linguagem da LGPD ela é a controladora; o Vestigo é o operador.
Isto tem uma consequência prática que vale saber antes de continuar: pedidos sobre os seus dados — corrigir, exportar, apagar — chegam mais rápido se forem feitos à escola. Se ela não responder, ou se você não souber a quem falar, escreva para privacidade@vestigo.ia.br e nós encaminhamos.
2O que o app recolhe, e por quê
Em uma frase: o e-mail para saber quem é você, o que você assiste para a barra de progresso funcionar, e o endereço de aviso do aparelho — se você autorizar.
Para entrar
- O seu e-mail e um
código de 6 dígitosenviado para ele. Não há senha no app: o código vale por poucos minutos e serve uma vez. - Um nome para o aparelho — o que o sistema já chama de «iPhone de Ana» —, a plataforma (iOS ou Android) e a versão do app. É o que faz a lista de aparelhos do seu perfil ser legível, e o que lhe permite desligar um que você perdeu.
Enquanto você estuda
- O seu progresso: que aulas abriu, quanto de cada vídeo assistiu, onde parou e o que concluiu. É o que desenha a barra, o «continuar de onde parou» e o certificado.
- Se foi pelo telemóvel ou pelo navegador, para a escola saber por onde a turma assiste. É a origem, não o aparelho: nada que identifique o telefone em si.
- O que você escreve na comunidade — publicações, respostas e reações —, que são visíveis para os outros alunos daquela área.
Se você autorizar os avisos
- Um endereço de entrega de avisos (
push token), emitido pela Apple ou pelo Google para este aparelho. Serve só para lhe entregar o aviso de que uma aula abriu ou de que um encontro começou. Recusar a permissão não tira nada do app além dos avisos, e desligá-la depois apaga o endereço do nosso lado.
3O que o app NÃO recolhe
Em uma frase: nada de localização, contactos, fotos, microfone ou rastreio entre aplicativos.
Esta lista existe porque as fichas de privacidade das lojas obrigam a declarar cada categoria, uma a uma. O que está escrito aqui é o que o app não pede ao sistema — e não uma promessa de não usar o que pediu.
- Localização. O app não pede permissão de localização, nem aproximada.
- Contactos, fotos, câmara e microfone. Nenhum é pedido.
- Identificador de publicidade (IDFA / AAID). O app não o lê, e por isso não aparece a caixa de «permitir rastreio».
- Rastreio entre aplicativos ou sites. Nada do que você faz aqui é cruzado com o que você faz noutro lugar, nem vendido a quem o faça.
- Publicidade. O app não tem anúncios.
4O que fica guardado no seu aparelho
Em uma frase: as aulas que você baixa ficam cifradas no telemóvel, e só abrem nele, enquanto a sua matrícula valer.
O app foi feito para funcionar sem internet. Para isso ele guarda, no próprio aparelho: as aulas que você mandou baixar, a sua estante e a sua área, e o que você assistiu enquanto esteve sem rede — para enviar quando a ligação voltar.
Tudo isso fica cifrado, com uma chave que nasce neste aparelho e que não sai dele. Ela vive no cofre do sistema (Keychain, no iPhone; Keystore, no Android). Um ficheiro copiado para outro telefone não abre — e isso não é só proteção sua: é o que permite à escola deixar você baixar a aula.
Quando a sua matrícula numa área termina, é revogada, ou você sai do app, o material daquela área é apagado do aparelho. Não há botão para isso: acontece sozinho, na vez seguinte em que o app fala com o servidor.
5Com quem os seus dados são partilhados
Em uma frase: com a sua escola, e com quem é preciso para o app funcionar — mais ninguém.
- A escola em que você estuda vê o seu nome, o seu e-mail, o seu progresso e o que você escreve na comunidade dela. É o que lhe permite ensinar, e é o motivo de você estar lá.
- Os outros alunos da mesma área veem o que você publica na comunidade e o nome com que você assina. Nada mais.
- A Apple e o Google entregam os avisos ao seu aparelho. Eles recebem o texto do aviso e o endereço de entrega — é assim que uma notificação funciona em qualquer app.
- Quem hospeda e opera a infraestrutura desta instalação, sob contrato, para os servidores e o armazenamento existirem.
Os seus dados não são vendidos, e não são usados para lhe mostrar publicidade — nem aqui, nem em lado nenhum.
6Apagar a conta, e os seus outros direitos
Em uma frase: dá para apagar a conta dentro do app, sem pedir a ninguém.
No app: Perfil → Apagar a minha conta. É definitivo, e o app pede que você escreva o seu e-mail antes — não por burocracia, mas porque um toque acidental num botão que apaga tudo não tem volta.
Apagar a conta remove o seu acesso, os seus aparelhos e os endereços de aviso. O que você escreveu na comunidade e o registo da sua matrícula pertencem à relação com a escola, e o destino deles é decidido por ela — peça-lhe diretamente, ou use a página de exclusão de dados.
Você também pode pedir uma cópia dos seus dados, corrigi-los, ou saber com quem foram partilhados. O prazo de resposta é de 15 dias.
O que este documento descreve sobre o funcionamento do sistema foi apurado no próprio código. O que ele promete foi redigido pela Vestigo e ainda não passou por advogado. As cláusulas de compromisso estão nomeadas abaixo, uma a uma, com a decisão que cada uma tomou — para que a conferência jurídica tenha endereço em vez de ser uma releitura do documento inteiro.
- Identificação e papéis (§1): razão social, CNPJ, endereço e encarregado (LGPD art. 41) são lidos da configuração (VESTIGO_LEGAL_*), e a lacuna aparece no ponto exato enquanto faltarem — publicamos o NOME do encarregado, e não só o cargo, porque o art. 41 §1º pede identidade. Declaramos a Vestigo CONTROLADORA dos dados de quem contrata e usa o painel, e OPERADORA (art. 39) do que a agência mede no site do cliente dela; a repartição precisa ser a mesma dos termos.
- Gravação de sessão — V-View (§2 e §3): a política descreve o que o código faz — só sessões sorteadas, só com consentimento onde o site o exige, máscara de todo campo de formulário aplicada no navegador do visitante antes de o trecho sair, gravação que NÃO acontece se a máscara falhar, retenção definida pelo plano, replay visível só a quem opera aquele cliente. Conferir se a redação enquadra a gravação como tratamento sob instrução do controlador (o cliente da agência) e se o aviso de consentimento que o site exibe precisa citá-la nominalmente.
- Cookies e identificadores (§4): a lista é COMPLETA e os nomes dos cookies do nosso domínio vêm das constantes que os emitem; afirmamos que não medimos impressão digital (canvas, fontes, áudio, WebGL) e que a localização por IP é resolvida numa base local, sem enviar o IP a terceiro. Sem consentimento, IP e identificação do navegador não entram e a localização perde o CEP. Conferir a classificação de cada cookie (necessário × medição) contra o guia de cookies da ANPD.
- Bases legais por finalidade (§5): cada finalidade tem o inciso do art. 7º ao lado, numa tabela, em vez de bases soltas no fim. Sobre o art. 11 afirmamos que NENHUMA finalidade trata dado sensível, que os termos proíbem coletá-lo e que dado sensível que entre por engano é caso de eliminação, não de enquadramento. É verdadeiro no produto de hoje e deixa de ser no dia em que alguém abrir uma finalidade que o trate.
- Compartilhamento nomeado (§6): destinos de anúncio, provedores de modelo de linguagem, e-mail, cobrança, vídeo, armazenamento, raspagem de perfis públicos e infraestrutura — cada prestador pelo nome, exceto hospedagem e banco de dados, que aparecem como categoria. PENDÊNCIA DO DONO: informar o provedor e a região da hospedagem e do banco para que a §6 e a §7 os nomeiem — o texto hoje diz «prestadores de hospedagem e banco de dados» porque afirmar um provedor errado seria pior que não afirmar nenhum.
- Provedores de modelo de linguagem (§6 e §7): a chave é da agência, o que faz dela quem DETERMINA o envio e de nós quem TRANSMITE; nenhuma ferramenta do agente devolve lista de contatos, e a fronteira é construída, não prometida. A cláusula diz na própria frase que muda quando a chave da plataforma entrar no caminho — aí quem contrata o provedor somos nós e o papel vira outro.
- Transferência internacional (§7): art. 33, II, "a" — cláusulas contratuais específicas com quem trata por nossa ordem, no padrão aprovado pela ANPD (Resolução CD/ANPD nº 19/2024); onde quem determina é a agência (anúncio e modelo), o mecanismo é o dela e dizemos assim; não invocamos adequação de país. Conferir se os instrumentos com cada prestador já estão assinados nesses termos — a cláusula afirma que estão.
- Direitos do titular e menores (§8 e §9): prometemos 15 dias corridos para TODOS os direitos do art. 18, estendendo o prazo que a lei fixa só para o acesso (art. 19, II), e encaminhamento ao controlador em 5 dias úteis quando somos operadores. Para o aluno menor que se cadastra na nossa infraestrutura assumimos o art. 14 §3º e §6º e dois compromissos que são nossos: não usamos dado de aluno para publicidade da Vestigo e não montamos perfil de aluno para terceiro.
